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A Importância do Treinamento Individualizado para o Desempenho do Praticante de Corrida
A corrida e a grande procura por uma boa qualidade de vida têm aumentado muito nos últimos anos. Novos métodos e experiências surgem, fazendo a modalidade evoluir. Aspectos como nutrição, descanso e a tecnologia são os principais avanços dentro do treinamento de corrida.
O treinamento esportivo que vem sendo praticado desde os anos 60 tem um autor, o russo Matveiev, que definiu o planejamento como periodização e o dividiu em: macrociclos, mesociclos e microciclos. Quem já não ouviu falar disso? Pois bem, não vamos aprofundar tanto na questão científica do assunto, mas esse é o “Cara” do treinamento esportivo!
Hoje, muitos estudiosos estão procurando uma forma de completar e aperfeiçoar a periodização de Matveiev (Platonov, 1988, Harre 1988, Ozolin, 1989, Forteza, 1990, Viru, 1991) e outros tentando romper com esta forma tradicional de estruturação do treinamento (Verjoshanky, 1990, Tschiene, 1986, 1988, Bondercsiek com Tschiene, 1985).
No entanto, uma premissa é consenso entre os pesquisadores: é muito importante seguir os princípios do Treinamento Esportivo que são: Princípio da Individualidade Biológica, Princípio da Adaptação, Princípio da Variabilidade, Princípio da Continuidade, Princípio da Saúde, Princípio da Sobrecarga, Princípio da Interdependência Volume-Intensidade e o Princípio da Especificidade. Todos esses princípios devem estar embutidos na sua planilha de treino e todos têm uma grande importância. Por isso o treino deve ser personalizado e não uma “forma de bolo” para um grupo prédefinido. Imagine duas pessoas com 30 anos treinando para sua primeira corrida de 5km. Uma com 1,70m e 70kg e outra com 1,70m e 90kg. Os objetivos são os mesmos, a condição cardio respiratória pode até ser parecida e o nível de ambos é iniciante. Como o atleta mais leve pode ter o mesmo volume e intensidade de treino que o atleta mais pesado? Imagina o impacto e o desgaste muscular e articular de um e de outro? Não será o mesmo, não é verdade? Mesmo que a intensidade seja controlada pela Freqüência Cardíaca (FC) o desgaste de um e de outro serão bem diferentes, por isso precisamos respeitar principalmente os princípios: da Individualidade, Sobrecarga, Volume-Intensidade e todos os outros. Outro exemplo: um homem e uma mulher de 30 anos, dentro do peso normal para suas idades estão treinando para uma maratona. Ambos já correram várias meias (21km) e tem uma experiência com corridas há alguns anos. Dentro da “forma de bolo” os dois estão com o volume de treino progredindo gradativamente e quando se chega perto dos principais treinos, os mais longos, em torno de 30 a 35km, a semana chega junto com o período menstrual da atleta, e agora o que fazer? Manter os treinos e mesmo com a bomba hormonal que acontece com as mulheres seguir com a planilha? Pode-se até fazer isso, mas a maioria das meninas concordarão que o rendimento delas nesse período (e cada uma responde à uma fase do ciclo, pré ou pós) será menor. Outro aspecto muito importante, é que as mulheres têm uma predisposição a ter fratura por stress com altos volumes e/ou altas intensidades de treino no período da ovulação. Tudo isso deve ser considerado. Portanto não queremos vender a idéia que todos devem ter um personal training, não é esse o objetivo. O importante é seguir os conceitos que os pesquisadores vêm desvendando ao longo de várias décadas e ter sempre em mente que antes de se fazer qualquer atividade física é fundamental realizar os exames cardíacos necessários, fazer uma avaliação ergométrica com cardiologista, se possível uma avaliação ergoespirométrica (que define as intensidades que o atleta irá trabalhar), fazer exames de sangue, procurar um professor de Educação Física formado e de preferência com experiência na modalidade que você irá praticar, cuidar da alimentação com auxílio de nutricionistas para se ter uma dieta equilibrada e procurar fazer atividade com prazer e com periodicidade, pois é o equilíbrio que vai nos levar a uma maior longevidade!
Rodrigo Albuquerque Sócio-proprietário da Ápice, formado em Educação Física na UCB, Pós-graduado em Treinamento Esportivo pela UnB, como atleta já participou de quatro IronMans, maratonas e diversos meio ironmans sendo o mais importante o Mundial de 70.3 em 2006 na Flórida.
Cláudio Arruda professor da Ápice, formado em Educação Física na UNIP, como atleta já participou de várias corridas de rua nas dentre elas a Maratona em Buenos Aires.





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