Ápice Treinamento Multiesportivo
Entre Para a Ápice
Notícias
Maratona de NY 2011
21.11.2011
por Márcia Leite
Há cinco anos, não passava na minha cabeça correr nem ir à Nova York. Correr a maratona de Nova York então, nem se fala. Porém, dias atrás, lá estava eu e a companheira Alanna desembarcando no Aeroporto JFK, para viver uma experiência única: descobrir o que a Maratona de Nova York tem que as outras não tem.
Antes de falar da prova propriamente dita, quero abrir um parêntesis prá falar da Kamel. Foi fantástica a organização da empresa. Desde quando fechamos o pacote, no mês de abril, fomos recebendo dicas, orientações e entrando no clima da viagem. Não faltou nada. Eles dão um super apoio e não nos preocupamos com nada. Fora isso, ainda tem a vantagem de se conhecer outros corredores e fazer novas amizades que começam já no vôo de ida. Paga-se mais caro,é verdade, mas o conforto e o atendimento valem à pena.
Voltemos à corrida. Não tenho tanta experiência em maratonas, essa foi a minha terceira, mas, pelo que pude perceber e pelo que conversei com corredores mais experientes, não existe outra sequer parecida. A começar pela organização que é perfeita. Nada dá errado. A cidade, que já é lotada, fica ainda mais cheia nos dias da maratona. E por incrível que pareça nem se percebe, porque tudo funciona perfeitamente.
Dia da prova. São quase cinqüenta mil corredores, um verdadeiro mar de gente e tudo acontece sem empurra-empurra, sem nenhuma confusão. A hora da largada é emocionante. Ao som do canhão e de Frank Sinatra cantando New York, New York, os corredores deixam suas baias e começa a aventura.
Nos primeiros 2 Km, ainda sob o efeito da emoção, a gente tem a sensação de que será tranqüilo. Doce ilusão. Logo em seguida vem a constatação de que não será nada fácil. Começam as intermináveis subidas.
Ricardo Chester, com muita inteligência e criatividade, comparou a maratona a um jogo de vídeo game, em que as fases vão ficando cada vez mais difíceis. Não poderia ter comparação melhor. Sempre pode piorar. Chega uma hora que por mais treinado que se esteja, as pernas acabam. Dá vontade de “pedir prá sair”. Mas aí, a gente apela para o psicológico e pensa no quanto treinou, no quanto gastou e nas pessoas queridas que estão no Brasil aguardando a notícia de que você concluiu a prova.
E quando, no auge do desespero, chega o Central Park, na verdade ainda não chegou....e tome subida e mais subida. No km 39 estava totalmente sem energia. Tirei uma bandeira do Brasil que tinha levado dobradinha na pochete do cinto de hidratação. Foi o que me deu força prá chegar. As pessoas gritavam: Brasil!!!! Neymar!!!!, os brasileiros que estavam assistindo vibravam quando eu passava com a bandeira. Foi uma injeção na veia de ânimo. Tirei força não sei de onde e finalmente a tão sonhada linha de chegada. O cansaço é tanto que não dá prá vibrar. A euforia só vem depois do banho tomado.
Pensam que acabou? Não acabou não. Começa a outra fase do vídeo game: chegar no guarda volume prá retirar os pertences. É longe....e anda, e dói e faz frio. Etapa vencida, outra começa: pegar o metrô e chegar no hotel, onde a gente esquece de tudo e começa a pensar na próxima prova.
Dia seguinte, as dores nas pernas e a recompensa: medalha no peito e todo mundo na rua te cumprimentando como se você fosse um grande herói. E quer saber? Completar a Maratona de Nova York, seja em que tempo for, é mesmo prá heróis.





Siga a ápice nas redes
Twitter Facebook